Em reportagem exclusiva para a Exame, o CEO da Rooftop, Daniel Gava, trouxe ao centro do debate um fenômeno silencioso no mercado imobiliário: proprietários de imóveis de alto padrão que, mesmo com patrimônio relevante, enfrentam pressão de caixa e falta de liquidez.
O dono do apartamento de R$ 2 milhões que não consegue pagar as contas do mês. O empresário que vive bem, mas não consegue aplicar capital em seus investimentos. O profissional que tem muito a perder e pouco espaço para respirar.
Quando temos essa situação, não é difícil a inadimplência respingar no patrimônio. IPTU atrasado, condomínio esquecido, parcelas de financiamentos acumulando e a chance de leilão do imóvel começa a se concretizar.
Juntando essas duas situações, temos os proprietários de imóveis sob pressão. E até a Rooftop, o mercado não tinha uma solução para eles.
O que o mercado escolheu fazer, e o caminho diferente que a Rooftop trilhou
O mercado imobiliário sempre soube lucrar com quem está sob pressão. Leilões, execuções, expropriações, financiamentos com taxas altíssimas e parcelas que não têm fim… existe uma indústria inteira montada para isso.
Daniel Gava, advogado de formação e CEO da Rooftop, observou esse cenário e decidiu mudar de lado. Ao invés de lucrar com a dificuldade de quem está em aperto, ele criou uma solução para quem quer manter o imóvel, mas precisa urgentemente do dinheiro que ele representa. Mas, para isso, o imóvel precisa ser tratado de forma diferente.
"O mercado todo se posicionava contra o devedor. A oportunidade que vimos foi: esse devedor pode ser ajudado, ao invés de ter seu ativo expropriado." — Daniel Gava, CEO da Rooftop, em entrevista exclusiva à Exame
Foi a partir dessa leitura que nasceu a Rooftop, e com ela, o HomeCash: a única solução do mercado desenvolvida exclusivamente para imóveis sob pressão.
O que faz o HomeCash ser especial?
O HomeCash não é um empréstimo. Não há análise de crédito do proprietário nem exigência de comprovação de renda. É uma operação de compra e venda. Esse é só um dos motivos que o diferencia de tudo que existe no mercado.
A operação funciona em três etapas:
1. O proprietário recebe liquidez imediata: A Rooftop adquire o imóvel por meio do fundo imobiliário listado na B3, o HOMS11. O cliente recebe em torno de 60% do valor de mercado à vista, sem burocracia, sem fila de banco, sem análise de crédito.→ Entre essas duas etapas, a Rooftop assume a condução completa do processo, atuando diretamente na regularização do imóvel. Todas as pendências que colocam o ativo sob pressão, sejam jurídicas, fiscais ou financeiras, são tratadas por um time especializado, que organiza a situação e devolve ao imóvel condições adequadas para futuras movimentações.
3. O proprietário continua no imóvel Após a venda, o proprietário permanece no imóvel como locatário, pagando um aluguel mensal acordado. Com o caixa em mãos, ele resolve o que precisa resolver: quitar dívidas, reinvestir no negócio, reorganizar as finanças."A proposta é que o cliente use o recurso como quiser e continue morando no imóvel, mantendo flexibilidade financeira sem precisar vender definitivamente o ativo." — Ressalta Daniel Gava
Rooftop Franquias
Com o avanço das operações de HomeCash, surgiu um novo desafio: escala comercial. Durante um período, a companhia concentrou suas vendas de forma interna, mas identificou um limite claro nesse formato.
Como explica Daniel Gava, trata-se de uma venda consultiva, técnica, que exige confiança e proximidade. Um produto de alto valor, ligado ao principal patrimônio das famílias, não se desenvolve apenas por canais digitais.
A resposta veio com a criação de um modelo próprio de expansão: a Rooftop Franquias. Os franqueados, chamados de CashPlanners, são profissionais com experiência em mercado financeiro, crédito e bancos, que passam a levar o HomeCash para sua rede de relacionamento de forma direta e consultiva, permitindo uma força maior na confiança entre as duas partes.
São perfis que já atuaram na originação de crédito e no atendimento a clientes de alta renda, e que agora passam a operar com uma nova alternativa de liquidez.
O modelo foi desenhado para ser enxuto. Não exige estrutura física nem equipe própria. O investimento inicial é considerado leve e acessível, com payback projetado em até dois meses, o mais rápido do país. A remuneração mensal, após o período de maturação, pode variar entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, com uma a duas operações concluídas.
A expectativa é alcançar 60 CashPlanners em operação até o fim de 2026.
💡Leia mais sobre a linha do tempo da Rooftop na reportagem completa da EXAME.
Quando a Exame decide cobrir uma empresa, está sinalizando que um movimento merece a atenção do mercado. Para a Rooftop, esse reconhecimento evidencia algo mais amplo do que um produto inovador: a consolidação de uma categoria que ainda não existia no mercado imobiliário brasileiro. Imóveis sob pressão sempre foram um problema existente.
Agora, pela primeira vez, têm uma solução com nome, estrutura e escala nacional.